Construindo um site: o que você precisa saber para criar o da sua empresa

Ao realizar uma tarefa do seu cotidiano, como algo no trabalho, ou série na academia, você precisa ter um objetivo, uma razão para aquela tarefa ser realizada. Não é diferente quando você decide criar ou até mesmo melhorar o site da sua empresa. Algumas perguntas devem ser respondidas antes de qualquer etapa, seja para pedir ao seu time a realização de uma tarefa ou contratar uma empresa especialista. Qual é o objetivo do site? A que ele se propõe? 

Ao definir a proposta do site, você e a agência contratada poderão nortear de forma mais certeira qual tipo de projeto deverá ser realizado. O site deverá apresentar a história da empresa? Vender seu produto ou serviço? Divulgar os eventos realizados pela empresa? Produzir conteúdo relevante para a comunidade de clientes, parceiros e colaboradores do ecossistema em que a empresa está envolvida? Tudo isso junto? Cada uma dessas respostas e tantas outras ajudarão na definição de que tipo de site será construído. 

Será que eu preciso de um site? 

Antes de responder essa pergunta, a gente precisa responder outra: o que é um site? De acordo com a Wikipedia – desculpa pessoal da academia, mas serve de referência pro meu propósito aqui 😉 – “site é um conjunto de páginas web, isto é, de hipertextos acessíveis geralmente pelo protocolo HTTP ou pelo HTTPS na internet. “. Então, basicamente, qualquer coisa que sejam acessadas via HTTP/HTTPS na internet é um site.

Exemplificando, um portal de notícias é um site. Um blog é um site. Uma loja virtual também é um site. Uma landing page é um site. E, cada um desses tipos de site, servem para um objetivo diferente. Como dito, a importância de se definir o propósito do site é enorme, pois ela norteará qual tipo de site (ou tipos) será desenvolvido. 

Planeje. E então continue a planejar. 

Tudo isso até então será conversado e definido no projeto do site. Cada empresa ou profissional realiza a fase de projeto de uma forma. Para algumas, somente um bate papo é suficiente para surgir com um layout pronto. Para outras, há uma fase anterior, onde tudo será, de fato, projetado, definido, pensado, descrito e aprovado. Algumas desenvolvem protótipos, outras não. Vai depender de cada caso. 

Contudo, essa fase é crucial para ganho de tempo e assertividade. Planejar o site da sua empresa, respondendo perguntas de propósito e objetivo, definir os tipos de site, se será somente um site institucional, se terá blog, se venderá on-line etc.

Outro item importante é pesquisar referências, tanto no site da concorrência quanto em sites totalmente fora do contexto da sua empresa, pois se inspirar é extremamente importante. E, além disso, é pensar como o usuário utilizará o site da sua empresa. Como ele navegará entre as páginas e ele consumirá o conteúdo?

O conteúdo é rei

Todo mundo na internet está, obrigatoriamente, consumindo algum tipo de conteúdo. Texto, imagem, gifs, vídeos etc. Desde artigos científicos, passando por canais de humor e educação no Youtube, até memes diários no Whatsapp. E o que definirá a permanência do usuário no site da sua empresa, fazendo-o cada vez mais se convencer a comprar seu produto ou contratar seu serviço é o conteúdo que você disponibiliza para ele

Você já se perguntou quem é o seu cliente? Qual é o comportamento de consumo de conteúdo de quem compra da sua empresa? É aí que mora a criação de conteúdo do site – e tudo que envolve esse conteúdo, como SEO, por exemplo. O conteúdo do seu site precisa conversar com o seu cliente em potencial. Ele precisa acreditar, através desse conteúdo que a sua empresa é capaz de resolver o problema dele. E mais do que isso: ele precisa confiar na sua empresa. Seja simples, seja claro.

Sempre se lembre: você não é o seu cliente

O seu gosto pessoal é importante para a cara do site, para que tipo de conteúdo vai ser colocado ali. Afinal, é o site da sua empresa. É uma imagem que, invariavelmente, você é responsável. Mas, o que está sendo planejado e produzido condiz com quem precisa consumir esse conteúdo?

Os donos de empresas, como é de se esperar, sabem tudo sobre o próprio negócio. E é o correto, afinal, eles vivem disso e nisso todos os dias. Mas, eles não são especialistas em como exibir algo que vá convencer o cliente a comprar. Eles não são redatores, projetistas, designers, programadores. 

Você, enquanto dono ou gestor de um negócio, precisa se colocar no seu papel de consultor e cliente, dando informação, opinando, proporcionando feedback. Porém, quem define o que é o melhor para o resultado é o especialista. E, entre um time de pessoas competentes em desenvolvimento de sites, que trabalha com isso todos os dias há anos, e o comandante de uma multinacional, o que define quem é o especialista não é a conta bancária ou quem está pagando pelo projeto.

Contudo, é importante deixar claro que o gestor do negócio é quem tem as melhores informações sobre aquela empresa, sobre os clientes, sobre quem compra, sobre tudo. O especialista não pode ignorar toda a carga de informação que o gestor de um negócio tem para contribuir. 

Converse com seu cliente. E permita que ele converse com você.

Muitas vezes, em muitos sites, o conteúdo é excelente, variado, com vídeos, textos, fotos lindíssimas, uma linha do tempo contando toda a história da empresa, um blog repleto de conteúdo relevante para uma comunidade. Mas, daí o cliente se vê fazendo a pergunta: como eu entro em contato com essa empresa? Como eu compro esse produto?.

Construa um site de mão dupla. Informe e convença o usuário. Esse pode entrar em contato com a empresa de várias formas e em vários pontos, sendo por meio de um formulário de contato, telefone, redes sociais, chat, Whatsapp. Há inúmeras formas de atendimento. Não escolha todas: escolha aquela que a sua empresa será capaz de apresentar um excelente atendimento. 

Você tem um excelente time para atender via chat/Whatsapp? Ótimo, use. Se não tem ninguém para atender o Whatsapp ou o chat online, não use. Disponibilize ao usuário o que a sua empresa é capaz de fornecer. Caso nada seja possível, use o telefone e o formulário de contato. A vantagem do formulário de contato é que ele não é uma ferramenta em tempo real: as pessoas sabem que a resposta não vai ser imediata. 

E, além de permitir a conversa e que o usuário entre em contato, por que não encorajá-lo a fazer isso? Não fique somente com o formulário da página de contato disponível, crie outras formas de convidá-lo a entrar em contato com a sua empresa.

Por exemplo, na sua página de serviços, ao colocar as informações do serviço, por que não colocar um botão convidando o usuário a tirar uma dúvida sobre o serviço em questão? Mas, lembre-se: faça um convite. Você não sabe se o cliente está no momento de contratar sua empresa, então um botão “Dúvidas? A gente esclarece para você!” é muito melhor do que “Compre agora esse serviço!”. 

Números, métricas, otimizações e fazer o Google adorar a sua empresa

Uma vez que o site da sua empresa está desenvolvido, chegou o momento de certas otimizações. Ele está leve o suficiente? Carrega rápido? As imagens estão em um tamanho ótimo, tanto para computadores como para ambientes móveis?

Algumas ferramentas nos dão essa resposta, como o GTMetrix, que mede a qualidade de um site em diversos aspectos. Outra ferramenta que sempre deve-se levar em consideração é a PageSpeed Insights, do Google. Ela avalia, também, vários quesitos e dá notas tanto para celulares quanto para computadores. E, enquanto gestor da empresa, você quer muito que o Google diga que o seu site é bom. Se for, ele vai te colocar em posições melhores nos resultados de busca.

Falando em celulares e dispositivos móveis, uma vez que estamos em 2020, não acho que seja necessário dizer que é obrigatório que o site da sua empresa seja responsivo. Ou seja, carregue rápido, claro e com o conteúdo podendo ser consumido em diversos dispositivos, sejam computadores, celulares, tablets etc.

O seu site nunca vai estar pronto

Sim, é importante definir a data de lançamento do site. O grande dia da estreia, o momento em que você terá sua presença on-line e poderá ser encontrado na internet. Mas, há sempre espaço para melhorias. Um site é algo vivo, em que o comportamento das pessoas que o visitam, o modificam. 

Através de ferramentas, como o Google Analytics, é possível saber quanto tempo um usuário fica em uma página, quanto da página é rolada, quais links ele mais visita, se os clientes clicam mais no botão enviar do formulário de contato ou no botão do Whatsapp, qual é a página que os clientes mais utilizam para entrar no seu site, qual serviço mais visto etc. 

Todas essas informações são tanto estratégicas para o seu negócio (como saber qual serviço mais visitado) quanto para a evolução do site (se você sabe que um serviço ou produto é o mais visto, por que não construir uma página especial para esse serviço ou produto e tentar captar alguns leads?), e é de extrema importância para a evolução do negócio.

É possível, através de medições e testes, verificar se essa nova página especial converte melhor do que a página simples anterior. Será que não há muito conteúdo nela e o meu cliente prefere algo mais conciso? Ou será que está faltando argumentos que convençam o usuário a deixar seu contato e se transformar em um possível cliente?

Lembram quando eu falei que é o especialista que define e não quem paga a conta? E se houver um impasse? E se a equipe tiver várias ideias e dúvidas do que funciona? Levanta-se a hipótese e um teste é criado, os dados são coletados, medidos e, aí sim, toma-se a decisão. Afinal de contas, como dizia William Deming, “Sem dados, você é só mais uma pessoa qualquer com uma opinião”.

Roteiro para o Texto

Defina o Objetivo do site

  • Vender Serviços?
  • Vender Produto?
  • Falar da Empresa?
  • Divulgar Eventos?
  • Contar a história e importância social da sua empresa?
  • Divulgar um projeto social?
  • Disponibilizar conteúdo para uma comunidade?
  • Tudo isso junto?

Defina o formato e tipo de site

  • Portal
  • Blog
  • E-commerce
  • Institucional
  • Landing Page

Projete antes de fazer

  • Projete o site
  • Pense antes de fazer
  • Pesquise referências
  • Pense como usuário/cliente

O conteúdo é rei

  • As pessoas ficam no site por conta do conteúdo;
  • Seu cliente compra porque ele confia que sua empresa vai resolver o problema dele;
  • Faça o conteúdo claro e simples;
  • Seja direto.

Você não é o seu cliente

  • Gosto pessoal x especialista;
  • Você não é seu cliente, mas você tem as melhores informações sobre o seu negócio.

Pontos de contato com o cliente

  • Seja uma via de mão dupla: permita que seu cliente converse com você;
  • Chat;
  • Whatsapp;
  • Redes Sociais;
  • Formulário de Contato;
  • Permita que ele faça isso sempre que puder. Mas não seja chato;
  • Respeite o momento de compra de cada pessoa, sem forçar a barra com “Compre agora” em todos os lugares.

Meça: Analytics, PageSpeed, GTMetrix, Mobile

  • Quando meu site fica pronto? Nunca. Sempre há espaço para melhorias e evolução;
  • Analytics: meça comportamento e evolua;
  • PageSpeed: faça com que o Google goste de você;
  • GTMetrix: mas o Google não é dono da razão;
  • Mobile: espero não precisar falar que mobile é obrigação em 2020;
  • Hipóteses e Testes.

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